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MDB só assumirá Sedur se levar a Conder; Lúcio nega

A especulada ida do MDB baiano para a base de Rui Costa e, consequentemente, para apoiar a candidatura petista ao Palácio de Ondina ocorreria sob uma condição: herdar a Secretaria de Desenvolvimento Urbano (Sedur), atualmente comandada por Nelson Pelegrino (que deve ir para o Tribunal de Contas dos Municípios) e a Companhia de Desenvolvimento Urbano do Estado da Bahia (Conder). Vereadores da base do prefeito Bruro Reis e do ex-prefeito ACM Neto ouvidos por este Política Livre disseram, ao serem questionados sobre a movimentação do MDB baiano, que os democratas já estão cientes da ida da sigla para a base petista.

O líder do MDB na Bahia, Lúcio Vieira Lima, não respondeu sobre as especulações, mas mandou um recado aos vereadores da base de Bruno e Neto: “gostaria de perguntar a esses vereadores que falam ’em off’ se também dão como certo o apoio de ACM Neto a Bolsonaro”. Como ressaltou o emedebista, essas são especulações. “Prefiro seguir o que o prefeito Bruno aconselhou: ‘cada um cuide do seu quintal’”.

Lúcio disse que conversa com todos que o chamarem para conversar – ACM Neto, o ministro João Roma ou o senador Jaques Wagner. Essa foi a posição clara do líder do MDB em entrevista concedida a este Política Livre em junho, quando inclusive se reuniu com o secretário de Relações Institucionais, Luiz Caetano. E um detalhe sobre aquele encontro: ocorreu na casa do vereador Henrique Carballal (PDT) com convite do presidente da Câmara, Geraldo Jr (MDB). “Esses vereadores têm que ficar de olho então é nos vereadores da base de Bruno”.

Sobre a condição de ter a Sedur e a Conder para ingressar na base de Rui e apoiar Wagner em 2022, Lúcio disse que não conversou com ninguém sobre esse assunto. “Só se alguém está recebendo o espirito do Dr Ulisses”, escreveu Lúcio, em mensagem enviada por WhatsApp. Ulysses Guimarães (1916 – 1992) foi um dos mais importantes líderes do Movimento Democrático Brasileiro (MDB), ao qual se filiou em 1966, e presidente da Câmara dos Deputados entre 1985 e 1989.

Davi Lemos / Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom / Agência Brasil / Arquivo

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