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No maior evento mundial de mineração, Brasil reforça intenção de ampliar produção de urânio

Toronto, Canadá – O Brasil apresentou, nessa terça-feira (3), sua estratégia para ampliar a produção de urânio e fortalecer a cadeia de minerais críticos durante o Brazilian Mining Day que integra a programação da convenção anual da Prospectors & Developers Association of Canada (PDAC 2026), realizada em Toronto.

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Durante o painel “Regulatory Governance, Environmental Licensing and Responsible Mining in Brazil: Challenges and Solutions” (Governança Regulatória, Licenciamento Ambiental e Mineração Responsável no Brasil: Desafios e Soluções), o presidente da Indústrias Nucleares do Brasil – INB, Tomás Albuquerque, afirmou que ampliar a produção de urânio é prioridade da empresa. “Estamos trabalhando em diferentes frentes, em alinhamento com o Ministério de Minas e Energia – MME. Estou muito confiante de que, em 2026, teremos boas notícias sobre isso”, declarou Tomás.

Entre as iniciativas estão a construção de uma política comercial estruturada e o desenvolvimento de um novo modelo de negócios em parceria com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), além da contratação de consultorias especializadas para apoiar o processo.

A INB também está reestruturando sua área de novos negócios, reunindo profissionais da própria empresa e especialistas de mercado com experiência em concessões e parcerias público-privadas. “O que nós precisamos, para tornar a empresa maior e dar a importância que o Brasil precisa e merece, é desenvolver a nossa operação de mineração e os nossos recursos minerais de urânio”, concluiu.

O diretor de Transformação e Tecnologia Mineral do Ministério de Minas e Energia (MME), Anderson Barreto Arruda, destacou que o governo federal reconhece a mineração como atividade estratégica e trabalha para consolidar um ambiente regulatório mais estável e atrativo. “A demanda por minerais críticos está aumentando muito, e o Brasil tem potencial para atendê-la. Estamos muito confiantes em relação ao urânio, e a nova regulamentação vai trazer previsibilidade aos investimentos e segurança jurídica. A falta disso acabou afastando investimentos no passado”, afirmou.

Segundo Arruda, o governo deverá lançar, nos próximos dois meses, um conselho especial para minerais críticos, vinculado à Presidência da República. “O presidente Lula quer acompanhar tudo de perto. Isso traz responsabilidade, mas é muito positivo, porque estamos levando o tema ao mais alto nível de decisão. Quando o presidente fala, todo o governo se mobiliza”, disse.

Ele acrescentou que o país também prepara o lançamento de uma estratégia nacional para minerais críticos, incluindo terras raras, reforçando o compromisso com a governança e com a coordenação entre indústria, agências reguladoras e governo.

O painel foi moderado por Rafael Bittar, vice-presidente Executivo-Técnico da Vale, e contou ainda com a participação de Rafael Moreno, CEO da Viridis Mining & Minerals, e Daniel Medrado de Castro, subsecretário de Atração de Investimentos e Cadeias Produtivas da Secretaria de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais.

A INB integrou pela primeira vez a delegação oficial do país no evento, considerado o maior do setor mineral no mundo. A participação brasileira na PDAC 2026 reforça o posicionamento do país como destino estratégico para investimentos em mineração.